sábado, 29 de junho de 2013

Millôr

Dentre todas as minhas descobertas, Millôr é uma das que mais agradeço. O olhar analítico de Millôr, o seu humor único e o seu estranhamento ao todo fazem dele, como ele mesmo falou, um escritor sem estilo. As obras de Millôr são únicas. Da mesma forma que dá para reconhecer uma música de Chico em qualquer lugar, reconheço os poemas, textos e desenhos de Millôr. E, por incrível que pareça, gosto de uma característica marcante de Millôr: a quebra de expectativa.

A formiga e o elefante (1972)

O Elefante está ali mesmo
A Formiga é transitiva
A Formiga é socialista
O Elefante – livre iniciativa
O Elefante vai em frente
A Formiga anda em S
A Formiga sabe tudo
O Elefante nunca esquece
O Elefante não tem casa
Ele é seu próprio abrigo
A Formiga se protege
No underground mais antigo
Mas, olha aqui, se você pensa,
Que vou concluir sabiamente
Esquece, velho, e lê outro:
Eu não sei qual é o mais quente.



PS: Meu amigo Luan, que é aficionado por lápis de cor, se deleitará com a coleção de lápis de Millôr.


A Formiga e o Elefante - 1972 (Vagamente inspirado na Cigarra e na Formiga) O Elefante está ali mesmo A Formiga é transitiva A Formiga é socialista O Elefante - livre iniciativa. O Elefante vai em frente A Formiga anda em S A Formiga sabe hospedagem de sites com dominio gratis tudo O Elefante nunca esquece. O Elefante não tem casa Ele é seu próprio abrigo A Formiga se protege No underground mais antigo. Mas, olha aqui, se você pensa, Que vou concluir sabiamente, Esquece, velho, e lê outro: Eu não sei qual é o mais quente.

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