domingo, 14 de julho de 2013

El Condor Pasa...

I'd rather be a forest than a street, diz um dos meus hinos, El condor pasa. Paul Simon, da dupla Simon & Garfunkel, honrou a sublime melodia peruana com a versão em inglês da música. Considero esta letra, que nos faz passar dias, meses refletindo sobre a liberdade, o ápice da carreira e desta vida de Paul Simon (que é mais famoso pela consagrada The sound of silence). A canção me lembra uma mensagem muito lúcida e feliz do Osho:






No fim de tudo, o que buscamos é o cerne da liberdade, o amor.



Existo. E Pronto.

Hoje, matei a saudade de alguns poemas de Leminski, um dos meus ídolos. No poema "Razão de ser", ele silencia os demônios internos e externos. Não precisamos de alguma razão para ser o que somos (o que somos?). Eu escrevo, leio, ouço e vivo música, penso, imagino e medito porque esta é a minha realidade (em um mundo de 7 bilhões de realidades humanas...afora as outras!), está no âmago do meu Ser, é o meu cerne.


Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?



Deixo uma imagem representando o que Leminski e eu acreditamos...


sábado, 6 de julho de 2013

O que é que tem no sótão?

Vasculhando a discografia de Zizi Possi (salve! salve!), encontrei uma faixa singular no álbum "mais simples" que tem como título "olho de peixe" (um nome, no mínimo, estranho para uma canção). Demorei algum tempo pensando se deveria me apegar ao que já conhecia de Zizi ou me arriscar a conhecer essa nova música que já se apresentava com um título bem milloriano. Destemido, comecei a escutá-la. Ouvi a primeira vez com o "repeat" acionado. O Media Player a repetiu umas 10 vezes e, ainda hoje, ela não me sai da mente. Ela tem trechos muito interessantes e sugestivos:


"...Se na cabeça do homem tem um porão, onde mora o instinto e a repressão, o que é que tem no sótão?"


"...Permanentemente preso ao presente, o homem na redoma do vidro. São raros instantes de alívio e deleite..."


"...Evidentemente a mente é como um baú, o homem decide o que nele guardar. Mas a razão prevalece, impõe seus limites, e ele se permite esquecer de lembrar..."


"...É como se passasse a vida inteira eternizando a miragem. É como o capuz negro que cega o falcão selvagem..."


Curioso, pesquisei no Google sobre o autor dessa raridade e descobri que o misterioso autor é, nada mais, nada menos que Lenine. O primeiro pensamento que surgiu foi: Como não pensei nisso?!

Deixo, abaixo, a música na versão de Zizi (porque o álbum dela me apresentou a música e é dela a melhor versão) para abrilhantar o blog e colocar uma interrogação nas mentes dos que a escutarem.




Afinal, o que é que tem no sótão?