domingo, 14 de julho de 2013

Existo. E Pronto.

Hoje, matei a saudade de alguns poemas de Leminski, um dos meus ídolos. No poema "Razão de ser", ele silencia os demônios internos e externos. Não precisamos de alguma razão para ser o que somos (o que somos?). Eu escrevo, leio, ouço e vivo música, penso, imagino e medito porque esta é a minha realidade (em um mundo de 7 bilhões de realidades humanas...afora as outras!), está no âmago do meu Ser, é o meu cerne.


Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?



Deixo uma imagem representando o que Leminski e eu acreditamos...


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