sábado, 6 de julho de 2013

O que é que tem no sótão?

Vasculhando a discografia de Zizi Possi (salve! salve!), encontrei uma faixa singular no álbum "mais simples" que tem como título "olho de peixe" (um nome, no mínimo, estranho para uma canção). Demorei algum tempo pensando se deveria me apegar ao que já conhecia de Zizi ou me arriscar a conhecer essa nova música que já se apresentava com um título bem milloriano. Destemido, comecei a escutá-la. Ouvi a primeira vez com o "repeat" acionado. O Media Player a repetiu umas 10 vezes e, ainda hoje, ela não me sai da mente. Ela tem trechos muito interessantes e sugestivos:


"...Se na cabeça do homem tem um porão, onde mora o instinto e a repressão, o que é que tem no sótão?"


"...Permanentemente preso ao presente, o homem na redoma do vidro. São raros instantes de alívio e deleite..."


"...Evidentemente a mente é como um baú, o homem decide o que nele guardar. Mas a razão prevalece, impõe seus limites, e ele se permite esquecer de lembrar..."


"...É como se passasse a vida inteira eternizando a miragem. É como o capuz negro que cega o falcão selvagem..."


Curioso, pesquisei no Google sobre o autor dessa raridade e descobri que o misterioso autor é, nada mais, nada menos que Lenine. O primeiro pensamento que surgiu foi: Como não pensei nisso?!

Deixo, abaixo, a música na versão de Zizi (porque o álbum dela me apresentou a música e é dela a melhor versão) para abrilhantar o blog e colocar uma interrogação nas mentes dos que a escutarem.




Afinal, o que é que tem no sótão?

Um comentário:

  1. Letra densa com melodia de Hakuna Matata,rs. Não me mate, por favor! A voz dela é o que torna a melodia em música e letra! Imagine se Freud ouvisse essa música...

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