quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Tempo de Estio

Recentemente, conheci uma canção de Caetano chamada "tempo de estio". Que título poético! O tema foi desencadeando uma "brain storm" e cá estou eu.

"...O sol há de brilhar mais uma vez,
A luz há de chegar aos corações,
Do mal será queimada a semente,
O amor será eterno novamente..."
(Canção: Juízo Final/Intérprete: Clara Nunes)

 Tempo de estio me traz à memória "summertime", de George Gershwin.

"One of these mornings
You're going to rise up singing
Then you'll spread your wings
And you'll take to the sky
But till that morning
There's a'nothing can harm you
With daddy and mamma standing by"
(Canção: Summertime/Intérprete: Caetano Veloso)

"...eu quis cantar minha canção iluminada de sol...mas as pessoas da sala de jantar estão ocupadas em nascer e morrer..."
(Canção: Panis Et Circenses/ Intérpretes: Os Mutantes)


 Tempo de estio é tempo de reparação, de colar os corações com maresia e seguir cantando, de dançar com lobos, de recosturar as asas...afinal, quantos outros universos estão esperando para surgir e fenecer? Quantas outras estrelas passarão por super-novas, virando buracos negros, deglutindo até a luz? Incontáveis. A lei da vida é a lei do renascimento, e, na vida, somos todos Renatos e Renatas.
O mundo não é para ser tão levado a sério. Nascemos, crescemos, nos reproduzimos, morremos, mas, o objetivo da vida é outro. Tudo passa..."like a rolling stone"...

Somos todos poeira de estrela.





Carpe Diem!