terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Se Aprochegue, 2014!

 Como é costumeiro, os eventos de fim de ano têm que ser inusitadamente cômicos. Comigo não é diferente (ou só acontece comigo...não sei rs). 2013 foi um ano marcante e sangrado, daqueles que a gente passa se arrastando. Também foi ano de muitas aprendizagens, vivências e limpeza nas lentes que utilizo para enxergar o que julgo ser o Uno no verso. Todo ano é repleto de ciclos e representa também o encerramento dos mesmos. Os meus se encerraram da forma mais cômica possível. Contando sem revelar, passei a virada do ano num prédio perto da praia de Boa Viagem. A certeza de que nada do que vi representava La Belle De Jour foi revigorante. 

 Quando falo em encerramento de ciclos, é mais ou menos isso:



 No mais, meu livro de Leminski me espera.

P.S.: Lembro de 2013 como se fosse ontem...

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Com Passos de Formiga e Sem Vontade



Surpreso com essa peripécia do Lulu Santos, fiz um pequeno texto comentando:

"Não mais está tudo azul. Da minha janela indiscreta, vejo que os tempos modernos não fazem tão bem a certas coisas. O desleixo com o português, como uma onda, atinge até o último romântico. A cura, esta sereia deusa da ilusão, não encontra condição de satisfação para aquilo que chamamos de mundo. Nos resta esperar o retorno do maia intergalático e de um certo alguém. Assim caminha a humanidade..."







sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Carta de Amor

 Recebi, ontem, uma encomenda especialíssima: O livro "Toda Poesia", de Leminski, e o DVD Carta de Amor, da incomparável Abelha Rainha Bethânia...dois Universos! 

 O livro de Leminski já virou meu livro de cabeceira e já assisti Bethânia 4 ou 5 vezes...daqui a pouco o DVD começará a apresentar defeitos.

 Uma música me atraiu bastante: Carta de Amor. Nela, Bethânia (que escondia a maioria das coisas que escreve...imaginem quantos outros clássicos podem estar escondidos no Oásis de Bethânia?!) expressa toda uma filosofia de vida, o jeito bethaniano de viver, o qual compartilho. 

Meus trechos prediletos:

"...pensou que eu ando só? Atente ao tempo!
Nem começa, nem termina, é nunca, é sempre..."


"...medo não me alcança.
No deserto me acho, faço cobra morder o rabo, escorpião virar pirilampo..."


"...Eu não provo do teu fel, eu não piso no teu chão
E pra onde você for, não leva o meu nome não..."


"...se choro, quando choro, e minha lágrima cai
É para regar o capim que alimenta a vida
Chorando eu refaço as nascentes que você secou
Se desejo, o meu desejo faz subir marés de sal e sortilégio
Vivo de cara para o vento na chuva, e quero me molhar 
O terço de Fátima e o cordão de Gandhi cruzam o meu peito..."






P.S.: Sou como a haste fina, que qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta!

domingo, 15 de dezembro de 2013

Admirável Gado Novo!

 Inserido na Matrix, como me vejo, não tenho como deixar de me posicionar em relação ao status quo. A própria neutralidade é uma ilusão, uma aceitação das coisas como elas são...
 
 Recentemente, descobri algumas estrelas no The Voice e destaco duas: Khrystal e Dom Paulinho Lima. Na apresentação da semana passada, eles foram eliminados. Mas não houve só uma eliminação, houve uma reafirmação do status quo na globalização.
  Sam, um jovem cantor que incorpora a americanização da música (tanto que na única vez em que cantou em português para mostrar que isso de americanizar era um mito não mostrou nada) e que representa os padrões estéticos da sociedade foi "salvo" no lugar dela. Sam tem talento, mas, pelo pouco que conheço de música, ele não combina com a palavra originalidade, o contrário de Khrystal que, mesmo representando uma volta às raízes, o faz de forma original, visceral e brilhante. 
 Dom Paulinho também foi injustiçado (e, após a escolha, Lulu Santos assumiu que queria tê-lo escolhido). Dessa vez, a Soul Music, o Blues, o Jazz, a Black Music dele foram preteridos pelo "heavy metal" de Luana, outra estrela do The Voice, mas, muito menos talentosa e original que ele. Vale ressaltar que ele cantou uma música clássica, mas, dificílima, que esconderia o seu talento. Diferente dele, Luana cantou um clássico que enaltece o cantor.

 Deixo aqui mais uma frustração: as músicas não são escolhidas pelos cantores! Colocando o direito da escolha nas mãos de alguns anônimos, há uma condução da competição. A injustiça começa aí.


Eu devia saber que essas estrelas já não mais existiam, que só restava a imagem delas, já tinham se apagado. O The Voice faz isso. Me guardo o direito de torcer por Lucy Alves e Pedro Lima (este último que apresenta, como Michael, um talento inegável, mas, uma submissão ao status quo).
 
Falta ARTE na música!

Vale deixar um hino da insatisfação com a política de massa:



Povo marcado e povo feliz...infelizmente!






sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O Sorriso no Olho do Furacão

"Queria ter coragem de saber
O que me prende?
O que me paralisa?
Serão dois olhos

Negros como os teus
Que me farão cruzar a divisa..."

(Dois Olhos Negros/ Intérprete: Lenine)

 Olhos...olhos? Olhos! Não daqueles que só não passam despercebidos por questão de respeito, não! Dois lindos e petrificadores olhos dignos de uma Medusa, ou da tempestade Russa. Olhos, exímios estrategistas. Se mostram fugidios para depois nos pegar de surpresa. Uma vez, li algo que dizia que os olhos são a janela da alma...se assim é, que alma! Alma que transparece uma ingenuidade cativante com uma pitada de "decifra-me ou devoro-te". 

"Não fosse isso
e era menos
Não fosse tanto
e era quase"

(Leminski)

Não bastasse isso, os olhos vêm como guardas fiéis do sorriso que supera o do Gato de Cheshire e o de Mona Lisa. Um sorriso tão fugidio quanto os olhos, mas, ainda mais estrategista, que se entrega abertamente, mas que detém o pseudo-detentor. Armadilha das mais desejadas.

"Do you smile to tempt a lover, Mona Lisa?
Or is this your way to hide a broken heart?
Many dreams have been brought to your doorstep
They just lie there and they die there
Are you warm, are you real, Mona Lisa?
Or just a cold and lonely, lovely work of art?"
(Mona Lisa/ Intérprete: Nat King Cole)




terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Navegar é Preciso...

 No dia 27 de Novembro, participei de um grande programa de índio (era norte e nordeste, mas era de índio), o CONNEPI, um evento com uma iniciativa excelente, mas sem um nível de organização páreo a essa iniciativa.

 Como qualquer aquariano sonhador, tive como tema da ida a Salvador (onde houve o evento) a música "Alegria, Alegria":

"Caminhando contra o vento sem lenço, sem documento,
No sol de quase Dezembro,
Eu vou."
(Caetano Veloso)


Mas...

Com uma viagem repleta dos acontecimentos mais pitorescos, me contentei em voltar cantarolando "Purificar o Subaé":

"Purificar o Subaé,
Mandar os Malditos embora..."
(Caetano Veloso)


 Para mim, tudo é válido. Uma viagem é feita por pessoas e pessoas são inconstantes. Agradeço à imprecisão da Vida. 

 Além de tudo, tive a oportunidade de assistir com um grande amigo, Daniel "Spock" Barreto, a um filme excelente em que Robin Williams (salve! salve!) aparece e do qual já falei no meu recanto que chamam de blog.

Deixo uma singela lembrança e homenagem ao Daniel do grandiosíssimo e inadjetivável Elton John:


P.S.: Daniel, suplante esse desejo de engrandecimento deveras truculento que surgiu com a homenagem...rs