domingo, 15 de dezembro de 2013

Admirável Gado Novo!

 Inserido na Matrix, como me vejo, não tenho como deixar de me posicionar em relação ao status quo. A própria neutralidade é uma ilusão, uma aceitação das coisas como elas são...
 
 Recentemente, descobri algumas estrelas no The Voice e destaco duas: Khrystal e Dom Paulinho Lima. Na apresentação da semana passada, eles foram eliminados. Mas não houve só uma eliminação, houve uma reafirmação do status quo na globalização.
  Sam, um jovem cantor que incorpora a americanização da música (tanto que na única vez em que cantou em português para mostrar que isso de americanizar era um mito não mostrou nada) e que representa os padrões estéticos da sociedade foi "salvo" no lugar dela. Sam tem talento, mas, pelo pouco que conheço de música, ele não combina com a palavra originalidade, o contrário de Khrystal que, mesmo representando uma volta às raízes, o faz de forma original, visceral e brilhante. 
 Dom Paulinho também foi injustiçado (e, após a escolha, Lulu Santos assumiu que queria tê-lo escolhido). Dessa vez, a Soul Music, o Blues, o Jazz, a Black Music dele foram preteridos pelo "heavy metal" de Luana, outra estrela do The Voice, mas, muito menos talentosa e original que ele. Vale ressaltar que ele cantou uma música clássica, mas, dificílima, que esconderia o seu talento. Diferente dele, Luana cantou um clássico que enaltece o cantor.

 Deixo aqui mais uma frustração: as músicas não são escolhidas pelos cantores! Colocando o direito da escolha nas mãos de alguns anônimos, há uma condução da competição. A injustiça começa aí.


Eu devia saber que essas estrelas já não mais existiam, que só restava a imagem delas, já tinham se apagado. O The Voice faz isso. Me guardo o direito de torcer por Lucy Alves e Pedro Lima (este último que apresenta, como Michael, um talento inegável, mas, uma submissão ao status quo).
 
Falta ARTE na música!

Vale deixar um hino da insatisfação com a política de massa:



Povo marcado e povo feliz...infelizmente!






Um comentário:

  1. Compartilho da sua frustração, mon ami! Deveria ser "A Voz do Brasil" e só poderiam cantar em português legítimo, sem versões nem traduções como Marcela cantando Phil Collins. Por isso, o que ficou de melhor da noite dessa vez foi Marcos Lessa, que lançou sua rede e ficou. Bethânia e Chico e Gal e Zizi tem que descobrir Marcos Lessa!!!

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