sábado, 11 de janeiro de 2014

Interlúdio

 Esse poema, com viés de um alter ego nascituro, me chegou agressivo, mas, sem revelar suas intenções. Pura simbiose. Lembro do que li em "O Gene Egoísta", de Dawkins, que pode ser usado aqui para representar, a grosso modo, a luta egoísta pela preservação de algo. No mais, ele é auto-explicativo.


Sibila a seta profética do Eros.
Psiquê devassada,
Cega, 
Vassala,
Mero Prêt-à-porter,
Olvida que 
O pior cego é aquele que quer ver.
Súbito: O ativismo de Bardot, 
A intensidade de Monroe
E a distância de Garbo.
Non, je ne regrette rien!
Jaz o artista, mas sua voz ainda
Ecoa no palco (saudosista?).

(Interlúdio, Renato Lira)



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