domingo, 30 de março de 2014

O Chapeleiro Maluco

 Depois de tudo, um tempo absurdo sem inspiração, eis que a poesia volta a soprar na minha janela. Não soprou com toda a pompa e todo método que antes era tão significativo, mas com uma sensibilidade simples, espontânea. Não pediu para ser escrita, simplesmente chegou e me ajudou a construir nossa casinha no campo. Sentamos à mesa, tomamos um café. Como canta a Abelha Rainha, é o amor outra vez.




"Ao menos por um segundo
Tempo, tempo, tempo, tempo,
Senhor de todas as distâncias, fiel verdugo
Não mais enjaulará meu coração sedento
Viajando pelos campos verdejantes 
Do País das Maravilhas de Clara Alice
Eu, Rei nato, no cavalgar errante
Me perco em tudo que não disse.
Rosas rubras ou alvas? 
O sagrado e o profano
Se mesclam no sentimento mais humano
Que enrubesce as almas
Poesia, ganhe asas
E leve esse cântico
À amada mais que amada
Do último romântico."

(O Chapeleiro Maluco/Renato Lira)




Afinal, qual a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha?

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. "Afinal, qual a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha?"

    Só observo.. rs

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