terça-feira, 17 de junho de 2014

Navegar Impreciso

 "Antigamente, eu era eterno", disse Leminski. Acertou mais uma vez. Nesses últimos tempos, após vivências mil, venho me acostumando e aprendendo com a Impermanência, lei máxima da vida. Como Heráclito já nos tinha alertado, estamos mudando o tempo todo. Via de regra, somos metamorfoses ambulantes. A questão é encarar de peito aberto e viver o presente. O Budismo aborda esse tema de forma indelével. Viver o futuro gera ansiosos e viver o passado gera deprimidos. Por que não viver no presente, que nos traz calma e harmonia? A resposta só aparece na praxis...é muito difícil domar esse "cavalo selvagem" (como diria Jetsunma Tenzin Palmo) que é a mente, mas não é impossível. Como aprendiz, vou percorrendo esse caminho com o brilho no olhar.

"Porque sou vivo

Vivo pra cachorro e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
No meu caminho inevitável para a morte
Porque sou vivo
Sou muito vivo e sei

Que a morte é nosso impulso primitivo e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
Com seus botões de ferro e seus olhos de vidro"
(Cérebro Eletrônico - Gilberto Gil)

"Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou." 

(João Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas)


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