domingo, 27 de julho de 2014

The Winner Takes It All?!

 MERYL STREEP



 No dia 22 de Junho desse ano, Meryl Streep completou 65 anos de uma trajetória brilhante. Com 18 indicações ao Oscar 28 ao Globo de Ouro, dois recordes na área de atuação, ela não se resume a isso. Sua carreira aponta para um ser altamente disciplinado e que busca dar o máximo de si para cada personagem, aprendendo a tocar instrumentos, conhecendo novas culturas, além de ter todo o aparato introspectivo de que necessitam os melhores de cada área. A conheci em um de seus mais recentes papéis: Miranda Priestly, de "O Diabo Veste Prada". Nele, ela me chocou com a sua força como atriz, o que se mostrou uma regra quando assisti outros filmes com ela (inclusive "A Dama de Ferro", em que consegue fazer pessoas admirarem Margareth Thatcher). 



Também é uma das musas de Woody Allen, figura ilustre da qual também sou fã.



 Sua vertente tragicômica em "Desventuras em Série" me atrai tanto quanto a trágica em "Kramer versus Kramer" (obra com a qual ganhou o Oscar). Sua personificação da tia dos órfãos Baudelaire me despertou o lado sádico, enquanto a da Mrs. Kramer me fez chorar muitas vezes (algo difícil de acontecer).


DESVENTURAS EM SÉRIE



KRAMER VS KRAMER


Se pudesse, continuaria falando dela, que considero a melhor, indefinidamente. Mas o tempo urge e a Sapucaí é grande. Por último, @s deixo com o lado cantora da Meryl.






Do Cóccix Até O Pescoço

 Na postagem passada, mencionei a importância do mês de Junho. Em grande parte, ela se dá pelos seus aniversariantes. Como não os homenageei antes, vou parabenizá-los pelos seus desaniversários. Os escolhidos são: Gilberto Gil, Elza Soares, Chico Buarque, Meryl Streep e Maria Bethânia.


ELZA SOARES



 Dona de uma voz única, com uma acidez regeneradora, Elza, em seus mais de 50 anos de carreira e seus 77 anos de idade, representa o melhor da música brasileira não só pelo talento único que tem, mas também pelo seu dom de transformação, deslizando com todo o seu swing da Bossa Nova até o Hip Hop e a Música Eletrônica. A primeira vez que a ouvi foi na trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro, em que regravou "Espumas ao Vento". Elza passou um bom tempo apagada durante as décadas de 1980 e 1990. O álbum "Do Cóccix Até o Pescoço", de 2002, foi o seu renascer das cinzas.



 Minha professora de história uma vez mencionou que a Fome é revolucionária. Lembrando-me disso, afirmo: Elza Soares é a voz da Fome.