segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Jura Secreta

 Um mistério jaz nas entrelinhas do ser humano. Mesmo o português, idioma dos mais complexos imperantes, não serve como ferramenta para expressar os sentimentos, as dores, os pensamentos humanos verdadeiramente. Caeiro nos traz uma das mais belas máximas já "vistas": pensar é estar doente dos olhos. A visão objetiva do mundo é fria, indesejável. Gosto mesmo é da subjetividade, do incompleto, de sentir o não dito. Só o olhar humano pode nos conduzir na dança da Vida, que, por vezes, tocada pelo mesmo, pode dar passos erráticos...mas sempre volta ao seu rumo. Se perdendo, se encontra. E ainda há pessoas que comprovam o mito da esfinge do "decifra-me ou devoro-te" apenas com o olhar...


"Amar: Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer... E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei, e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei....O amor é quando a gente mora um no outro."
                                                                                                   (Mário Quintana)