quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Blackbird

História alternante, declínio juvenil, álibi

Não restou no cálice uma só gota
Do inebriante veneno desse amor
Nos lábios, ausência das delícias
Nos olhos, lembranças do fulgor

Holístico altar do jardim das Acácias

As pegadas na areia já não se complementam:
O mar tudo apaga, tudo despe e silencia
Na inocência de Romeu, se pensou néctar
A paradisíaca bebida que sorvia

Helena audaz dos jogos do Amor

O que fazer se já soterrou-se o mangue, 
Que o coração da dama inutilmente tentou impregnar?
Que triste pássaro pousaria feliz
Onde não há liberdade para amar?

(Blackbird - Renato Lira)







Nenhum comentário:

Postar um comentário