sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Tributo a Ariano Suassuna

 
TRIBUTO A ARIANO SUASSUNA


Cavalga, orixá boiadeiro 
E toca, intrépido, o teu berrante 
Regendo a estóica sinfonia 
Dos budas ruminantes

 E purga, errático, ó Caronte!
Qual rônin à revelia do Senhor
 Conduzindo as almas num levante 
Vir-a-ser em busca de um autor 

Replanta-se nas grotas, 
Jazidas sombrias de esperança, 
O sonho, desvario hibernal, 
No contratempo narcísico das andanças 

Volve a rumar, pernambucólico, 
No afã do paraíso do bom viver
Ideal seta pela qual deve morrer 
                (Renato Lira)









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