terça-feira, 16 de junho de 2015

Love Is All You Need

12 de Junho de 2015: Dia Dos Namorados. Nesse ano, não foi mais uma daquelas datas mercadológicas que embalam os sonháticos do American Way Of Life, mas, a continuidade de um reencontro de um amor do passado que teve uma equivocada ruptura. É um tanto clichê mencionar Chico, mas aquela música não para de ecoar pela trilha da minha vida. O amor revisitado na gaveta se mostra de uma forma diferente, deliciosamente diferente. Recife é um Universo e as ondas da Praia de Boa Viagem não mais ribombam reivindicando a presença de La Belle de Jour. A pérola do BrMania voltou... e o entardecer na praia ontem fora algo que deveria ser retratado em "Before Sunset" ou num daqueles livros de Gabo. Mais que isso: As risadas conferindo o remake de Mad Max eram, no mínimo, estranhamente adoráveis e autênticas. As coisas se tornam um tanto menos complicadas quando se (re)encontra a mulher disposta a seguir o caminho da existência, ultrapassando as barreiras das divergências de personalidade e de vivência, e construir um lar em um todo abraçaço.




Buda Nagô

  Estava navegando pelo Facebook, o que agora raramente faço, quando me deparo com esta notícia da Folha de São Paulo: "Após sair de culto de candomblé, menina de 11 anos leva pedrada no Rio." É lamentável a existência dos resquícios medievais  de práticas em parte estimuladas por instituições religiosas, mas majoritariamente oriundas de uma estrutura social altamente eurocêntrica e antropologicamente evolucionista. Um Estado laico deveria punir rigidamente esse tipo de atitude que, de grão em grão, dissolve a frágil democracia brasileira da  qual fala-se tanto. Quantas dessas notícias passam despercebidas enquanto um evento como a "Parada Gay", que criticou alguns preceitos das religiões Cristãs, gera uma polêmica geral e acaba sendo a "exceção que se trata como regra"? Infelizmente, é um tanto esperada a atitude falaciosa brasileira quando há inúmeros estudos sociais sobre a corrupção nessa sociedade e a prática comum da mentira. Continuaremos importando cultura e apedrejando as faces culturais da formação da Nação...e isso é, repito, lamentável.