sábado, 9 de julho de 2016

Rita Lee


  Na música popular brasileira, por vezes, nos deparamos com as mais singulares personagens. Me questiono sobre como seria a vida sem a irreverência da Rita Lee, a mais perfeita tradução de Sampa, segundo o mano Caetano. Ela me remete aos escritores brilhantes que conseguem alcançar um humor extremamente criativo, como Wodehouse, Jô Soares e Douglas Adams. Diluindo essa essência em suas criações, produz vivências particularmente interessantes. 

  Após anos esperando o "sim" de Yoko Ono para regravar algumas das músicas dos Beatles, e aborrecida (do jeito dela) com a demora, ela traz esse resultado inusitado:



  Acredito que só a mulher que foi brilho dos Mutantes e que desperta admiração excepcional em Tom Zé poderia fazer isso com a música dos garotos de Liverpool. E da mesma forma que Rita Lee transforma um clássico em uma irreverente e infantil canção, ela nutre o baobá da MPB com a seiva de uma das mais cruas e, por isso mesmo, completas obras sobre o amor:




   A genialidade dela, por mais que eu já tenha falado, pode ser melhor expressada por Tom Zé:





Nenhum comentário:

Postar um comentário